| 1 de Novembro de 2011 11:15:41 |
As vendas no comércio varejista, que cresceram 0,6% em setembro na comparação a agosto, após queda de 0,4% no mês anterior, foi acima do esperado pelo mercado - que acreditava em uma alta de 0,4% na comparação mensal - e pela LCA, Concórdia e pelo HSBC. Apesar desse resultado acima das projeções, os especialistas seguem mantendo as expectativas de crescimento do setor.
Os consultores da LCA esperavam um aumento de 4,9% na comparação anual - inferior aos 5,3% anunciados - e de 0,4% em relação a agosto no volume de vendas do comércio varejista restrito - que não inclui veículos, peças e material de construção.
Apesar desse resultado positivo, os consultores mantiveram em 6,8% a projeção para o crescimento do volume de vendas do varejo restrito de 2011, com desaceleração em relação à alta de 10,9% em 2010. Já em 2012, a LCA espera um aumento do crescimento nas vendas em 6%.
Crescimento, mas com desaceleração
O analista Flávio Combat, da Concórdia, destaca como maiores contribuições para o comércio varejista o setor de móveis e eletrodométicos, que registrou um aumento de 16,5% no volume de vendas na comparação com igual período de 2010. Já no acumulado do ano, o crescimento foi de 17,9%.
"O resultado decorre do aumento do poder de compra dos consumidores, - com expansão da renda real - da expansão do crédito para o consumo e da redução dos preços dos produtos eletroeletrônicos", afirma Combat. No entanto, o analista ressalta que o mercado doméstico passa por um período acomodativo, com desaceleração do crescimento do volume de vendas na passagem do segundo para o terceiro trimestre, de 7,8% para 6,2%.
Combat também afirma que, em relação ao trimestre anterior, o período de julho a setembro registrou redução no volume de vendas em nove das dez atividades pesquisadas. O volume de vendas do comércio varejista ampliado - que inclui veículos, peças e material de construção - teve aumento na comparação com agosto, mas também se desacelerou quando comparado ao segundo trimestre, passando de 11,4% para 5,8%.
Já para os analistas Marcos Fernandes e Constantin Jancso, do HSBC, a economia está perdendo momentum, mas aparentemente não tão rápido quanto o consenso do mercado acredita.
Corte na Selic e expectativas de crescimento do PIB
Portanto, para o HSBC os dados apresentados são consistentes com o a política do BC em manter o passo do afrouxamento monetário em 50 pontos-base na taxa Selic por reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Desta forma, a demanda dos consumidores irá apresentar manutenção frente às atuais condições da economia, frisam em relatório.
Os analistas do banco afirmam ainda que a pesquisa de setembro sugere que o Brasil poderá evitar uma contração do PIB no terceiro trimestre em relação ao segundo ao avançar 0,1%. Na comparação com o mesmo período de 2010 a expectativa é de uma alta de 2,6%.
Já para os analistas da LCA, as evidências cada vez mais fortes de desaceleração da economia brasileira e o cenário negativo internacional aumentam a chance de o Banco Central realizar um corte mais rápido da taxa Selic.
Fonte: InfoMoney
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